Há um tempinho, postei um texto falando de algumas interpretações da criança em relação ao “voltar a ser um bebê”… Muitas mamães se emocionaram e, de fato, reconheceram em seus filhos, as necessidades de buscarem abrigo e aconchego com atitudes primárias e infantilizadas.
Agora, em outro momento, vamos falar das mamães e papais que não deixam seus filhos crescerem? Vejamos se algumas dessas falas se encaixam nos cotidianos das famílias;
“-Filho, você quer comer, quer brincar, quer assistir tv…?” (perguntas em cima de perguntas).
“-Nossa, que sede!” (Deixa que eu pego água para você meu amor).
“-Vai tomar banho!” (E a cada cinco minutos, invade o banheiro para “fiscalizar” a limpeza)
“Ele não quis dizer isso!” (Quando a criança faz ou diz algo desagradável e os adultos se sobressaem na corrida para consertar as discórdias).
“-Ele está com sono!” (Tentamos justificar as atitudes).
“Ela está tentando explicar…” (e assim, antecipamos o assunto e contamos as histórias).
Essas são apenas algumas das interferências que nós, adultos, fazemos diariamente na comunicação das nossas crianças. Muitas vezes, não fazemos por mal, mas deixamos de dar o tempo para que as crianças processem as informações e executem a aprendizagem de todas as coisas, não apenas dos conteúdos escolares… Como fazemos tudo por elas, impedimos que a frustração de não saber algo, tome espaço como uma experiência saudável e que nos possibilita ter repertório para os próximos desafios.
Para finalizar; existem muitas coisas que as crianças já executam sozinhas e que queremos fazer por elas. Mas, ao mesmo tempo, há muitas que elas não sabem e que não temos paciência para ensiná-las. Vai entender esses adultos! (rsrs)
(ASSESSORIA E CORREÇÃO DO TEXTO – PROFA LUCIANE MACEU)

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