“A Influência do Grupo de Amigos na Vida Escolar”Por Julio Augusto Veiga/ Educador Matemática – Física

É certo que a adolescência é uma fase da vida em que as amizades e a inserção em grupos é muito importante. É saudável que isso ocorra.

Porém, o que vejo hoje em dia, são jovens cada vez mais dominados pelas idéias passadas pelo grupo e com muito pouca personalidade própria. Toda essa alegria de estar enturmado e inserido num grupo, pode e muito atrapalhar os estudos.

Numa época em que ainda se está construindo uma identidade, alguns estudantes podem ser levados pelo grupo a acreditar de que devem aproveitar a vida, que tudo passa muito rápido e com isso os estudos vão ficando cada vez mais de lado.

Já presenciei casos em que certos alunos eram muito inteligentes e que com certeza acabariam tirando nota máxima nos exames. Entretanto, isso não acontece. Eles acabam por ter um desempenho aquém do esperado, por medo de serem considerados brilhantes, “CDFs”, “certinhos” e com isso serem excluídos do grupo a que pertencem.

Isso que relatei é mais comum do que se imagina.

Cabe aos pais estarem atentos a que grupo os filhos pertencem e o que é veiculado neles. Se são bons conceitos ou não. Se podem prejudicar o jovem ou não.

Prestem muita atenção à vida escolar deles, auxiliem quando necessário e estimulem sempre que preciso.

Não deixe que grupos prejudiquem a boa performance de seus filhos na escola. Grupos de amizades se iniciam e terminam em nossas vidas e vão mudando de acordo com nossa faixa etária. Entretanto, a vida escolar não volta. É uma só. E se queremos o sucesso de nossos filhos, devemos dar especial atenção a essa problemática.

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“Como otimizar o ato de estudar”Por Julio Augusto Veiga/ Educador Matemática e Física

Há uma falsa idéia, presente há décadas, de que estudar com aproveitamento, seria estudar por longas e longas horas. Bem, cada estudante tem seu ritmo. Porém, nem sempre quantidade “anda de mãos dadas” com qualidade.

É muito importante que o jovem tenha o estudo como um hábito diário em sua rotina. Que isso seja realmente incorporado à sua vida. O local onde se irá estudar deve ser confortável, arejado, silencioso e de preferência com nada que distraia a atenção.

Deve-se desligar e fica distante de telefones celulares, mídias sociais e televisores, de forma geral.

Estudo requer concentração e disciplina e isso precisa ser conquistado diariamente. Após uma hora ininterrupta, o cérebro já começa a dar sinais de cansaço, principalmente, se o estudante está em contacto com matérias de ciências exatas, que exigem muito cálculo e atenção.

Por isso, faça pausas de alguns minutos, ingira algo leve, como frutas ou sucos e evite músicas ou atividades muito excitantes nesses intervalos. Terminada a pausa, volte aos estudos! E melhor ainda: revigorado!

Com essas pequenas mudanças, o estudante verá que poderá dispender menos horas de estudo, todavia com uma qualidade notável.

modaestilo-1Colaborador Educador Matemática- Física / Julio Augusto

“A Influência da Leitura no Processo de Aprendizagem” Por Julio Augusto Veiga/ Educador de Matemática e Física

Como educador, lastimo muito a pouca importância que o hábito de ler, representa para grande parcela dos jovens nos dias de hoje. A linguagem compacta e cifrada, cheia de abreviaturas, presentes em redes sociais, fez com que a língua portuguesa tradicional, se tornasse cada vez mais distante dos alunos.

É assustador ver jovens chegando em pleno ensino médio, sem ao menos saber redigir um texto de forma razoável. Isso sem falar em horripilantes erros de ortografia básica.

Num mundo como o atual, em que a velocidade de informações processa-se de maneira muito rápida, o ato de sentar-se ou deitar-se com um livro na mão, a fim de desfrutar do prazer de uma boa leitura, parece ser coisa de séculos passados e um comportamento quase inimaginável em grande parte da juventude de nossos dias.

O contacto com bons livros é fundamental para uma educação de qualidade. E isso, tem-se início em casa, desde tenra idade. Caso os pais tenham o costume de ler, isso será passado às crianças de forma natural.

E pode-se perguntar: O que a leitura tem a ver com o ensino de ciências exatas, como física e matemática? Tem muito a ver.

Como professor, percebo uma imensa dificuldade nos alunos em expor o que não entenderam da disciplina. Na verdade, eles sabem o que não compreenderam na matemática envolvida, porém não conseguem verbalizar de maneira adequada. Isso, a meu ver, é devido à falta de leitura. Quem lê mais, fala e escreve melhor. Não há dúvidas quanto a isso.

Portanto, pais, desenvolvam o gosto pela leitura em seus filhos desde a infância. Distribuam livros pela casa, leiam com eles e para eles. Façam disso algo corriqueiro e diário. O processo de aprendizagem lá adiante, agradecerá.

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