A criança e a Psicopedagogia. Qual a participação dos pais?

Quando uma criança chega ao consultório de Psicopedagogia, muitas vezes, ela mal sabe o que está fazendo ali… Algumas estão alheias às suas necessidades e, como se fossem apenas pecinhas de um tabuleiro, são avisadas do tratamento apenas pelo profissional que irá atendê-la. Os pais, com receio de causar traumas e bloqueios, evitam tocar em assuntos relacionados às dificuldades de aprendizagem e agem como se nada estivesse acontecendo.

Essa falta de contato com a realidade parece algo óbvio, mas mesmo sendo pequena, a criança que recebe acolhimento e sabe o que está se passando na escola, traz, em si, uma amplitude de reações que favorecem a entrada do psicopedagogo. Sem saber para onde vai e por que veio, ela se depara com um assunto inédito: suas dificuldades de aprendizagem! No fundo, ela sabe, percebe que não acompanha os conteúdos escolares, sente a diferença entre seus pares, percebe o esforço da professora para tentar ensiná-la, mas, em contrapartida, em seu contexto domiciliar, tudo parece obscuro: todos lhe descrevem como “esperta/inteligente/sapeca” e assim, seguimos com a negação de que algo não está bem…

Essas crianças são frutos de uma família que, por inúmeros motivos, não sabe lidar com o fato de que existam dificuldades para aprender, mas que, ainda assim, continuará sendo “esperta/inteligente/sapeca”. Quando nos conscientizamos de que esse processo não existirá sem a participação dos pais, podemos entender que, a partir de uma conversa sincera e sem julgamentos, os pais se colocam como parte deste processo e, juntamente com o filho, chegam ao consultório… Juntos! E assim, iniciamos uma relação saudável, na qual a criança sentirá conforto e acolhimento em suas dificuldades. Saberá que terá auxílio em seus desafios e que a compreensão de suas formas de aprendizagem será algo bom para todos os envolvidos.

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SUSTENTABILIDADE, educando os filhos desde pequenos! Por Rosana R.E.Silveira

Sustentabilidade é um tema tão importante que deve ser ensinado em todos os lugares e o mais cedo possível.

Se pensarmos que na escola é o melhor espaço para ensinar, acredito que não é. O melhor espaço é onde se pratica, ou seja, em casa, pois passa a ser algo inerente à vida da criança como escovar os dentes, arrumar a própria cama, tirar o prato da mesa, desde que ensinada.

Nada melhor para as nossas crianças do que terem em casa exemplos práticos de sustentabilidade. Porém, a escola também pode adotar iniciativas sustentáveis e ensinar aos pequenos que precisamos urgentemente cuidar do nosso planeta e da nossa sobrevivência por aqui.

A escola pode ter práticas coletivas e isto educa para um esforço maior.

Pensamos sempre na reciclagem e não estamos errados, podemos começar por aí. Se o lixo da casa for separado corretamente e a criança souber e praticar esta separação já é muito bom!

Em casa, os pais também podem ensinar a criança a consertar um brinquedo quebrado e não a descarta-lo. A apagar a luz ao sair do ambiente. A utilizar seu material escolar com cuidado para que possa ser reaproveitado por ele mesmo de um ano para outro (Ex.: tesoura). Se sobraram folhas de um caderno ensinar a fazer um bloco de anotações. E por aí vai.

Caso a criança receba uma mesada, ensiná-la a guardar parte dela num cofrinho (porquinho/ poupança) faz todo sentido.

Ela precisa apender a fazer sua contabilidade desde cedo. Não é o que sobra que será guardado e sim um valor que combinado será depositado no cofrinho e os projetos de compras seguirão a partir do restante.

Ela precisa sentir que o que deseja comprar com seu dinheiro merece deixar outras coisas para obter seu desejo. Esta educação nos dias de hoje é mais difícil para os pais do que para os filhos porque a facilidade com que compram é muito grande e o conceito de que premiar com objetos é a melhor forma de premiar acostumam os filhos desde que pequenos de que se espernearem ganham.

É total mudança de paradigma, porém se ela cresce assim, a sustentabilidade financeira é incorporada no seu dia-a-dia ou como deficitária ou como superavitária.

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Colaborador Educadora

Olá pessoal!Meu nome é Acenildes de Fátima Cominetti Uliani, sou mais conhecida pelo meu apelido: “Cê”.Sou educadora há algum tempo!Sim…desde meus 18 anos sigo pelos caminhos da educação e não consigo me imaginar longe dele!

Amo ensinar e aprender diariamente com minhas crianças!Dou aulas em um colégio particular de Piracicaba há 30 anos e também já trabalhei na Rede Municipal de Ensino por 17 anos, porém optei por trabalhar meio período após o nascimento de minha filha Giovana , a Gigi , atualmente com 9 anos.

Dessa forma fiquei mais presente e atenta ao seu crescimento!Eu quis assim!E confesso que a decisão, a princípio, me pareceu estranha!Toda mudança gera um desconforto néh?

Mas hoje, com toda a certeza do mundo, posso dizer-lhes que foi a decisão mais certa que tomei! Curto cada dia ao lado dela, de modo intenso! Aprendo junto, “sofro” antecipadamente às vezes, mas consigo ainda mais, colocar-me no lugar dos pais dos meus alunos, porque o altruísmo é algo intenso em minha vida!Imagino cada situação como se fosse com a Gigi e me questiono:

“-E se fosse comigo??”

Sou casada há 13 anos, meu marido é parceiro na educação dela e Gigi só fez nos unirmos mais e aumentar o amor à minha profissão, pois consegui aliar todo o

aprendizado e vivência de professora à cada situação ocorrida no dia a dia.

Ler e escrever sempre foi prazeroso para mim.Sou também formada em Letras e pretendo compartilhar vivências e experiências diárias com vocês.

Espero que como educadora e mãe, eu consiga contribuir para o fortalecimento da educação e da família, pois nesse mundo repleto de contradições, a família por diversas vezes , está perdendo o seu espaço.

Agradeço à Ana Braga pelo convite para participar deste espaço, o que me fez sentir privilegiada!Espero retribuir, ajudando à todos que desejarem.

Até a próxima!

Um beijão,

Cê

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