A criança e a Psicopedagogia. Qual a participação dos pais?

Quando uma criança chega ao consultório de Psicopedagogia, muitas vezes, ela mal sabe o que está fazendo ali… Algumas estão alheias às suas necessidades e, como se fossem apenas pecinhas de um tabuleiro, são avisadas do tratamento apenas pelo profissional que irá atendê-la. Os pais, com receio de causar traumas e bloqueios, evitam tocar em assuntos relacionados às dificuldades de aprendizagem e agem como se nada estivesse acontecendo.

Essa falta de contato com a realidade parece algo óbvio, mas mesmo sendo pequena, a criança que recebe acolhimento e sabe o que está se passando na escola, traz, em si, uma amplitude de reações que favorecem a entrada do psicopedagogo. Sem saber para onde vai e por que veio, ela se depara com um assunto inédito: suas dificuldades de aprendizagem! No fundo, ela sabe, percebe que não acompanha os conteúdos escolares, sente a diferença entre seus pares, percebe o esforço da professora para tentar ensiná-la, mas, em contrapartida, em seu contexto domiciliar, tudo parece obscuro: todos lhe descrevem como “esperta/inteligente/sapeca” e assim, seguimos com a negação de que algo não está bem…

Essas crianças são frutos de uma família que, por inúmeros motivos, não sabe lidar com o fato de que existam dificuldades para aprender, mas que, ainda assim, continuará sendo “esperta/inteligente/sapeca”. Quando nos conscientizamos de que esse processo não existirá sem a participação dos pais, podemos entender que, a partir de uma conversa sincera e sem julgamentos, os pais se colocam como parte deste processo e, juntamente com o filho, chegam ao consultório… Juntos! E assim, iniciamos uma relação saudável, na qual a criança sentirá conforto e acolhimento em suas dificuldades. Saberá que terá auxílio em seus desafios e que a compreensão de suas formas de aprendizagem será algo bom para todos os envolvidos.

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“E aí, professora? Como foi a aula hoje?” Por Juliana Filleti Mellega/ Psicopedagoga

 

Perguntinha clássica de muitos pais na porta da escola, a frase “E aí, professora? Como foi a aula hoje? ” Traz algumas considerações para esse início de ano letivo…

Para começar a nossa reflexão, temos de ter em mente que, perguntamos, mas nem sempre estamos preparados para as respostas que virão. Dificuldades de aprendizagem, indisciplina, conflitos e muitos outros assuntos poderão vir à tona nesse momento. A interpretação do professor e a compreensão dos pais podem divergir e causar vários desconfortos para todos, inclusive para os pequenos.

Quando a criança tem êxito no contexto escolar, a família se orgulha e faz questão de multiplicar suas conquistas… Entretanto, nem todos conseguem seguir o “padrão ideal” e, assim, começamos uma comunicação falha, cheia de expectativas e pouco diálogo. Mesmo que a resposta seja “foi tudo bem”, não podemos nos esquecer de que o nosso corpo “fala” e que, dependendo da situação vivida naquele momento, o adulto acaba sendo forçado a afirmar que está tudo bem, quando, na verdade, as dificuldades estão eclodindo aos poucos.

Por este motivo, a dica é agendar conversas individuais, nas quais a criança não presencia o assunto e não se sente exposta pelas suas diferenças perante o grupo. Discrição e ética são elementos fundamentais para um ano saudável e produtivo.

E quanto aos encontros no portão da escola… Bom dia, boa tarde e um belo sorriso no rosto, transmitindo confiança e credibilidade aos nossos guerreiros!!!

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Você se sente distante de seu filho? Que tal usar o jogo como forma de aproximação?! Por Rosana R. E. Silveira

Muitas vezes, nós pais, sentimos que estamos distantes dos filhos ou netos e queremos encontrar uma forma de aproximação que seja leve, atrativa para eles.

Você sabia que durante um jogo a criança se revela? Que durante o jogo ela se empodera ou se reprimi? Que durante o jogo conhecemos os limites e possibilidades da inteligência emocional da criança? E muito mais…. As possibilidades de aproximação entre pais e filhos, avós e netos são infinitas numa atividade lúdica, num jogo.

Investir num momento de jogo com a criança é fundamental para conquistarmos uma relação que ficou estremecida, contarmos um fato não muito agradável, sentirmos o que está acontecendo com a criança.

Ao longo da jogada, a criança observa suas reações e as imprimi em valores também, por isso ele também é elemento educativo. Jogar pressupõe superação, esperar a vez do outro, pensar estrategicamente, inovar, criar, ousar, empreender. E de fato sabemos que a criança aprende pelo modelo.

Quando pensamos que “é apenas um jogo” nos enganamos. É um rico processo de aprendizagem para pais e filhos, avós e netos.

Muitas vezes a criança quer jogar um único jogo porque sente segurança nele. Nada mal, mas é bom logo oferecer outro e não deixar de jogar este em que ela se sente confiante também.

A ideia de oferecer o novo é para que ela não tenha medo de enfrentar novos desafios.

Ao final do jogo, mais do que valorizar quem ganhou ou quem perdeu é fundamental refletir sobre o que levou a vitória e o que levou a derrota. É importante perder também. Enganam-se os pais e avós que pensam em deixar a criança ganhar para sentir-se empoderada.

Construir pessoas protagonistas, dentre tantas outras ações, está a resiliência, ou seja, como lidar com a derrota e dar a volta por cima.

Viver a resiliência desde cedo amadurece para enfrentar as possíveis frustrações da vida como amizades desencontradas, notas baixas na escola e futuramente a negativa em processos seletivos para estágios ou empregos.

Se voce tem uma história de jogo que tenha vivenciado conta aqui . Nos conta como se sentiu em ambas situações! Afinal nem sempre ganhamos, não é?!

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