“A adaptação escolar acabou? Não, ainda não! Por Acenildes Uliani / “O mundo de Gigi!”

 

Quando se trata de adaptação escolar, temos um longo caminho a ser percorrido, pois envolve a parceria e interação da família com a escola escolhida. É muito importante conhecer as regras e a rotina de onde deixaremos nossos filhos por um período do dia, para que aprendamos a confiar e passar esta segurança às crianças.

Muitas vezes, as crianças ficam maravilhosamente bem nos primeiros dias de aula porque tudo é novidade! Mas…com o passar do tempo, começam a “inventar” desculpas e diversos motivos para faltar a aula. Isso é normal, afinal com o passar dos dias, as regras vão aumentando e as responsabilidades também. Mas sempre devemos pensar no que a criança está sentindo e, o que fazer para ajudá-la a compreender as prioridades da vida e que a vida escolar é uma delas!?

Não há negociação neste sentido, há sim reflexões a serem feitas para que ela consiga nomear os seus sentimentos, amenizá-los para seguir ir frente.

Há cerca de um ano atrás, eu li um texto da psicóloga Sally Neuberger e havia uma dica muito interessante nele! Ela dizia que temos que fazer a criança sentir-se respeitada e valorizar o que estão sentindo naquele momento e sendo assim, uma criança a partir dos 5 anos de idade precisa de ajuda para refletir e encontrar a resposta sobre o que está acontecendo com ela e isso a ajudará na solução da questão de forma mais clara, seja no fato de começar a birra para ia à escola, seja porque a roda do carrinho ou o braço da boneca saiu do lugar, seja porque não quer fazer a lição ou a lição não tenha saído do jeito que ela queria ou ainda por muitos outros motivos, os quais , naquele momento, são importantes para a criança. A dica da psicóloga era bem simples!Atentem-se à ela:

“Olhe bem nos olhos da criança, com bastante calma e pergunte: – Isto é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

E a partir da resposta, ensine à ela que darão um jeito de resolver juntas, você estará ao lado para ajudá-la sempre!

Lembre-se de explicar que o problema pequeno sempre é rápido e tranqüilo de resolver; o problema médio, será resolvido também, mas não imediatamente! Dessa forma, ela aprenderá que certas situações demoram para acontecer e ter resultados, como por exemplo, ir à escola e ter que entrar na classe por um período do dia. Irá dessa forma, acostumar-se em vários dias que é preciso ir e não é fugindo e nem recusando-se !

E se o problema for grave, na cabeça da criança, mesmo que para nós (adultos) pareça “bobo”, a conversa precise ser mais longa e nem tudo na vida sai exatamente como a gente quer.

Com minha filha Giovana, a Gigi, também passei por alguns momentos assim! Choro, manha,charminho, vergonha também em muitos deles, porque o “chilique” surge e aparece em diferentes momentos e surgiu também no momento de ir à escola, e ficar por um período com outra pessoa que…”Não é a mamãe!”(Como já dizia o Baby da família de um antigo e famoso seriado dos Dinossauros!). Não é fácil! Nem para mim, nem para ninguém! São tantas novidades na escola, no mundo! São tantas sensações diferentes! Temos que ajudar nossas crianças!

Gigi, certa vez, também próximo do horário de ir para escola, me disse assim:

-Mãeeee??

-O que foi filha??

Ela apontou para a barriga e disse:

– Tem um gelinho “bem grande” aqui dentro!

Confesso para vocês que tive que me fazer de forte, porque na mesma hora senti um iceberg na minha barriga! (seria osmose?rs**). Mas demos um abraço e eu respondi:

– Calma, gelo derrete! Vai passar!

-Continuamos a organizar nossos materiais e fomos! Acreditem…o gelo na barriga era real para nós duas!

E sabem que o gelo derreteu quando juntas chegamos à escola? Prossiga! A adaptação será mais suave se nos unirmos! Escola e família! Família e escola! Uma dupla de sucesso sempre!

OBS : Aprender por osmose é uma expressão comumente usada por estudantes, em uma linguagem coloquial, relacionada aos estudos e em como adquirir conhecimento. Os alunos, quando não sabem ou não entendem uma matéria, dizem que gostariam de aprender por osmose, isto é, sem precisar estudar e sem gastar muita energia.

Super beijo! Volto logo!

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Você se sente distante de seu filho? Que tal usar o jogo como forma de aproximação?! Por Rosana R. E. Silveira

Muitas vezes, nós pais, sentimos que estamos distantes dos filhos ou netos e queremos encontrar uma forma de aproximação que seja leve, atrativa para eles.

Você sabia que durante um jogo a criança se revela? Que durante o jogo ela se empodera ou se reprimi? Que durante o jogo conhecemos os limites e possibilidades da inteligência emocional da criança? E muito mais…. As possibilidades de aproximação entre pais e filhos, avós e netos são infinitas numa atividade lúdica, num jogo.

Investir num momento de jogo com a criança é fundamental para conquistarmos uma relação que ficou estremecida, contarmos um fato não muito agradável, sentirmos o que está acontecendo com a criança.

Ao longo da jogada, a criança observa suas reações e as imprimi em valores também, por isso ele também é elemento educativo. Jogar pressupõe superação, esperar a vez do outro, pensar estrategicamente, inovar, criar, ousar, empreender. E de fato sabemos que a criança aprende pelo modelo.

Quando pensamos que “é apenas um jogo” nos enganamos. É um rico processo de aprendizagem para pais e filhos, avós e netos.

Muitas vezes a criança quer jogar um único jogo porque sente segurança nele. Nada mal, mas é bom logo oferecer outro e não deixar de jogar este em que ela se sente confiante também.

A ideia de oferecer o novo é para que ela não tenha medo de enfrentar novos desafios.

Ao final do jogo, mais do que valorizar quem ganhou ou quem perdeu é fundamental refletir sobre o que levou a vitória e o que levou a derrota. É importante perder também. Enganam-se os pais e avós que pensam em deixar a criança ganhar para sentir-se empoderada.

Construir pessoas protagonistas, dentre tantas outras ações, está a resiliência, ou seja, como lidar com a derrota e dar a volta por cima.

Viver a resiliência desde cedo amadurece para enfrentar as possíveis frustrações da vida como amizades desencontradas, notas baixas na escola e futuramente a negativa em processos seletivos para estágios ou empregos.

Se voce tem uma história de jogo que tenha vivenciado conta aqui . Nos conta como se sentiu em ambas situações! Afinal nem sempre ganhamos, não é?!

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Filhos são como navios! Será? Por Juliana Filleti S. Mellega / Psicopedagoga

Algumas analogias nos fazem refletir sobre a criação dos filhos e como estes devem se libertar do “porto” para que conquistem a independência e sejam autossuficientes… Concordo com Içami Tiba (foi um grande mestre – médico psiquiatra), quando ele dizia que “ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora. Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar…” E acredito que todos serão lançados ao mar para que naveguem em direção aos seus mais profundos sonhos… Sendo assim, os pais ficariam no porto, apreciando as batalhas e vitórias de seus filhos…

A comparação é perfeita, mas eu tenho uma pergunta: quando saberemos se nossos filhos já se tornaram um navio? Quando olhamos para os navios, vemos algo grandioso, planejado, perfeito, construído milimetricamente para suportar grandes cargas, terríveis tempestades e muitos dias em alto mar. A resposta parece simples; se nascemos pequenos e crescemos com o tempo, para nos tornarmos um navio, antes seremos canoas, barquinhos, iates… rsrs Enfim, passaríamos por todas as etapas e, finalmente, nos tornaríamos um admirável navio!!!

Pode parecer simples, fácil e lógico, entretanto, com a tecnologia desenfreada, o imediatismo e as bases fracas que estamos construindo, percebemos que, ao saírem do porto, muitos retornam rapidamente… Os motivos são variados; não suportaram o excesso de carga, escolheram a rota errada, quebraram-se quando entraram em tempestades… Então, eles retornam ao porto e temos de consertá-los para tentarmos embarcá-los novamente.

Mas, e se investíssemos mais tempo na construção dos navios? Será que retornariam ao porto?

Sim, com certeza! Afinal, o porto sugere partida e chegada… Não precisam partir, tomar novos rumos e nunca mais voltar de onde saíram. A vida é dura, diria que muitas vezes, até cruel. Os pais, não importa a idade, sempre serão portos seguros para os seus filhos. O único problema está na frequência com que esses navios “quebram” e retornam. Para fechar o raciocínio, vamos pensar um pouco sobre as inúmeras situações nas quais evitamos sofrimentos, sobrecarregamos nossos sentimentos para que nossos filhos não sintam o amargo sabor das frustrações…

Que sejamos portos, mas que nossos filhos se tornem grandes e fortes navios!!!

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